Valentina Peppe

Nacionalidade: 

Nasci às 9 e 50, numa fria quinta-feira de dezembro em Cagliari. Nos primeiros anos de vida, vivi na Sardenha, uma terra mágica em forma de sandália. Terra cercada pelo mar, rica em lendas, magia, cheiros, cores e sabores e todas essas coisas me ajudaram a crescer feliz e imaginativa, brincando com terra e com água. Não é para todas as crianças ter um banco com ferramentas de carpinteiro, com o qual poderem construir brinquedos de madeira.

 

Meu primeiro caminho de estudo foi o educacional, e o meu primeiro palavrão com 26 anos.

Desde 2004, deixei a Sardenha (Ichnos) e vivo regularmente em Lisboa, mas a pegada da minha terra é indelével, impressionada com meus pensamentos, emoções e ações.

Sempre acolhi a Arte na minha vida, porque é uma fonte de vida. Depois de três anos e 81.000 quilômetros de autoestrada, graduei-me em Artes plásticas e multimídia. Em 2017, continuei o meu caminho de paixão com um Mestrado em Fotografia, na Faculdade de Belas Artes de Lisboa.

 

Desde 2009, trabalho regularmente em trabalhos fotográficos, principalmente na ordem do conceptual e artística. Participei como fotógrafa nos eventos “Curtas Fora de Portas” em 2014, 2015 e 2016, e no evento “Paratissima Lisboa” em 2016. Desde 2013, todos os meus trabalhos, são assinados com o pseudónimo ValePepe.


 

Libert@de é uma seleção de 20 imagens que documentam a dinâmica da transformação das obras murais de Lisboa: uma obra que relata a obra da contaminação das obras. As imagens mostram pequenos detalhes transformados por elementos atmosféricos ou pequenas escritas que a um olhar casual, numa visão global do mural, passam desapercebidas.  Aquela inicial sensação de liberdade e incontornável desejo de expressão descontextualizada, na origem da afirmação da urbanart nos anos 80 e 90, pode ser reencontrada nestes pequenos detalhes, escondida atras da excelência das obras oficiais. Impertinente, este desejo de Liberd@ade não se consegue calar.

                                                                                                                                    

   

Arte-Xávega na Costa da Caparica: o canto dos pescadores

A Arte-Xávega é uma técnica de pesca tradicional. Na praia da Costa da Caparica esta atividade é exercida quase diariamente e é possível assistir a toda as fases da realização. Estas imagens procuram contar a identidade dos mestres da Arte Xávega e toda a emoção que a atividade na praia é capaz de provocar. Proporcionam um olhar sobre a própria arte, mas também sobre o ambiente envolvente. É o ritmo do canto dos pescadores. que ajuda a marcar o ritmo dos remos.

                                                                                                                        

        

 

A Memoria Encerrada

Um dia de 2001 a Fábrica da Cerâmica Constância fechou as portas, os operários deixaram de poder entrar e o trabalho interrompido ficou em cima das mesas das oficinas. Todo o equipamento ficou como que congelado nesse último instante. Estas fotografias reportam alguns pormenores dos equipamentos, dos objetos pessoais deixados pelos operários, cobertos pelo pó do tempo e pela natureza que avança imparável. É a memória da excelência no trabalho, que não pode ser demolida, encerrada nas instalações da Fábrica Constância, e que posa uma última vez diante da objetiva da maquina fotográfica. 

                                                                                                                                

Artista
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