Residência Aberta - ensaio musical à janela

Imagem Yoka Kongo!
Concerto
Música
Yoka Kongo!
Domingo, Novembro 29, 2020 - 10:30

Mostra de Artistas em Residência
Ensaio musical à janela - Yoka Kongo!
29 Nov. 10h30
Palácio Visconde da Graça, Largo do Intendente 35

As Residência Abertas são um momento de partilha dos processos de criação dos artistas que estão em residência no LARGO. Um espaço que interpela o trabalho de cada um(a) com os primeiros olhares do público. Um encontro antes do fim, para que durante cada criação novas questões e experiências proporcionem mais caminhos em cada pesquisa.

Convidamos o grupo Yoka Kongo! para um ensaio musical à janela do Palácio Visconde da Graça no Largo Intendente. 


O projecto

Este projecto liga histórias e produções artísticas do chamado "Atlântico Negro" (Gilroy, 2002) – um espaço que vai para além da demarcação geográfica de três continentes e que contempla relações seculares de amplas trocas e negociações entre os dois lados do Atlântico, num processo nem sempre simétrico, muito relacionado com os actuais questionamentos e discussões sobre racismos, desigualdades e descolonialidades.

A expansão marítima, de que Portugal foi um dos primeiros agentes, e consequente implementação da escravidão, levaria à criando um dos sistemas mais brutais de comércio no mundo atlântico.

Hoje, os países que experimentaram este processo – na Europa, na África ou na América – vivem as consequências daquele momento histórico: desigualdades sociais, reproduções sistemáticas de um racismo estruturado.

O surgimento do movimento Black Lives Matter e a pandemia global têm exigido das sociedades democráticas (especialmente no hemisfério norte), um acerto de contas sobre raça e desigualdade que vinha sendo adiado mas que não pode mais ser silenciado; um debate do qual a comunidade artística faz parte. Estas questões e problemas complexos que vivemos nas nossas sociedades são alheios à constituição da banda – a música foi o que nos juntou. No entanto, são para nós uma preocupação maior, a nível de pensamento e de prática – até porque a Yoka Kongo! é ela própria filha do Atlântico Negro, visto os seus membros terem a origem tricontinental já referida.

É neste contexto que se enquadra a nossa proposta, assente em dois pilares que dialogam e se alimentam reciprocamente:

  1. encontros/conversas sobre a presença centro-africana em Portugal e o seu importante legado – filosofias, ontologias, e musicalidades (o nosso interesse fundamental) – para a partir destas reflexões conjuntas montarmos um repertório musical centrado na música centro-africana e contemplando o processo de cruzamento entre formas de produzir cultura que foram sendo interpoladas e interligadas ao longo dos séculos;
  2. ensaios desse mesmo repertório. 

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Ficha Artística

Ana Stela Cunha, Chana Mbongo, Denzu Wonstorm,  Jorge Mendonça Oliveira, José “Zeca Canango” Carlos Lopes, Landu Matondo Yanick, Rafael Burguete, Tiago Paiva, Udi Fagundes, Udi Fagundes, Zeferino Alfredo Rif Boos e Osvaldo Pegudo.


Apoio

Fundação Calouste Gulbenkian (Fundo de Emergência Covid 19)
Câmara Municipal de Lisboa - RAAML (Regulamento de Atribuição de Apoios pelo Município de Lisboa)
Junta de Freguesia de Arroios

 

Parcerias